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IAB-ES quer paralisação do leilão dos galpões do IBC
Publicado por Redação VitóriaNews
O Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento do Espírito Santo (IAB-ES) se manifestou publicamente, por meio de um manifesto, contra o leilão dos galpões do Instituto Brasileiro do Café (IBC) em Jardim da Penha, Vitória, previsto para novembro pelo governo federal. Totalizando área de 33 mil quadrados, o espaço ocupa várias quadras de um dos bairros mais valorizados do Estado.

No entendimento do IAB-ES, é necessário a realização de debates com o envolvimento de atores públicos estaduais e municipais e a sociedade civil organizada. Se for realizado o leilão como proposto hoje, "a cidade de Vitória perderá uma oportunidade de oxigenação e mesmo a de se criar um novo núcleo de atratividade para a capital. São diversas as opções de intervenções urbanísticas, basta se pensar um pouco e perceber que o valor daquele terreno é muito maior do que sua simples configuração em quadras e lotes", alerta o manifesto.

A entidade é contra o leilão e a venda dos galpões do IBC para empresas do mercado imobiliário; sob a prerrogativa de que é cada vez mais imperativo se pensar os bairros com espaços públicos e privados de convivência e lazer para pessoas. “Somos a favor de uma intervenção do poder público para criação de espaços de convivência, cultura e lazer.

O instituto acredita que se poderia criar um novo polo de atratividade cultural, esportivo ou de comércio e turismo, com a qualificação do espaço. O pleito do IAB-ES é de paralisar o leilão e realizar um concurso de projetos de arquitetura, urbanismo e paisagismo para o terreno. No caso de espaços de uso coletivo, como o uso dos galpões do IBC, os arquitetos podem contribuir, no intuito de se recriar espaços de acessibilidade maior a todos.

O arquiteto e urbanista Otávio de Castro, conselheiro do IAB-ES, observa que "espaços não utilizados que pertencem ao poder público podem ter vários tipos de uso para a cidade. Dentre as propostas do IAB-ES estão a criação de espaços destinados a convivência e desfrute, para que as pessoas possam se reunir sem a necessidade de pagar para ter acesso à cultura, esporte, lazer e também para comércios como feiras ou outros espaços. Isso cria interfaces urbanas que tiram um pouco o foco do esquema de muros, calçadas e carros".

O simples leilão do IBC para a iniciativa privada, como pretende o governo federal, dentro de um pacote que inclui 12 imóveis, entre eles o campo do Santa Cruz Futebol Clube em Santa Lúcia, não atende ao interesse público. Otávio alerta que a construção de unidades residenciais também geraria impactos que devem ser analisados, sobretudo em um bairro já adensado como Jardim da Penha, como maior fluxo de carros, maior demanda por serviços de saúde, educação e saneamento, entre outros.

Otávio de Castro menciona o Estatuto das Cidades em seu capítulo IV, que fala da Gestão Democrática da Cidade, prevendo uma série de instrumentos a serem utilizado para construir as políticas urbanas, como órgãos colegiados, debates, audiências, consultas públicas, conferências e outros. “O debate sobre os galpões do IBC não envolve apenas Jardim da Penha, mas toda Grande Vitória, que poderia ser beneficiada com um empreendimento que atenda ao interesse público, dada à acessibilidade do bairro”, conclui o conselheiro do IAB-ES.
 
 
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