Nada de andar pra trás - Vitória News
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Opinião Pública
Nada de andar pra trás
Rubinho Gomes
Em diferentes momentos de sua história, Vila Velha experimentou o retrocesso político: no século passado, em 1930, após a revolução que levou Getúlio Vargas pela primeira vez ao poder no Brasil, o interventor no Estado do Espírito Santo, João Puñaro Bley destituiu o prefeito eleito Godofredo Schneider, e também fechou a Câmara Municipal, e uma junta governativa foi designada para governá-la até 27 de abril de 1931, quando um simples decreto do interventor extinguiu o Município e seu território foi anexado à Vitória, Capital do Estado, relegando o berço da colonização capixaba à condição de distrito.

Em 1935, Vila Velha recuperou sua autonomia e elegeu Francisco Freitas Lima prefeito, pelo PSD, mesmo partido pelo qual o baiano Saturnino Rangel Mauro pela primeira vez foi eleito vereador. Em 10 de setembro de 1937, no entanto, o presidente Vargas instalou o Estado Novo no país, quando foram fechadas todas as casas legislativas do país e os legisladores municipais permaneceram em seus mandatos somente até 10 de novembro do mesmo ano. O interventor Bley decretou então novo retrocesso para Vila Velha, que novamente viu-se governada por um interventor e sem qualquer representação política.

A autonomia municipal somente foi recuperada em 26 de julho de 1947, quando foi promulgada a Constituinte Estadual que continha em suas disposições transitórias um artigo proposto pelo deputado do PTB Saturnino Rangel Mauro restabelecendo definitivamente a autonomia política e administrativa do município de Vila Velha, que em 30 de novembro de 1947 elegeu Domício Ferreira Mendes, do PTB, o novo prefeito vilavelhense, apoiado pelo deputado constituinte Saturnino Mauro, presidente estadual do PTB.

Vila Velha voltou a avançar com a volta de sua autonomia. Em 1958, Tuffy Nader foi eleito prefeito pelo PSD, com apoio de Saturnino Mauro, e no mesmo pleito o partido retornou ao Governo do Estado o que possibilitou uma parceria capaz de resultar em obras fundamentais para os vilavelhenses como a pavimentação da ligação rodoviária entre Vitória e Vila Velha através das Cinco Pontes em São Torquato, já que, até então, a ligação entre a Capital e o município canela-verde só existia através dos bondes que possuíam linha regular entre Paul e a Prainha, passando por Ilha das Flores, Ataíde, Aribiri, Gloria e região central. Em 1962, depois de enorme enchente que chegou a derrubar a ponte na ligação do centro de Vila Velha com a Praia da Costa, o prefeito Tuffy Nader e o governador Carlos Lindenberg conseguiram que o Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) realizasse a retificação do Canal da Costa que havia alagado todo o município, além do primeiro dique na região do rio Jucu.

Quando o médico Max Mauro foi o primeiro prefeito eleito pelo MDB no Espírito Santo em 1970, para um mandato-tampão de dois anos determinado pelo regime militar que havia se instalado no País, realizou na Praça Duque de Caxias o primeiro grande ato nacional de resistência democrática, com a presença do presidente nacional da oposição, deputado Ulysses Guimarães, e do senador Nelson Carneiro, fato que ganhou repercussão nacional pois aqui Ulysses enfrentou as tropas que tentaram cercear o ato político, proferindo pela primeira vez a frase que repetiria depois por todo o país:

-- Respeitem o presidente da oposição do Brasil!

Trinta anos depois, Max Filho conquistava a prefeitura de Vila Velha com esmagadora maioria de votos depois de denunciar (e comprovar) os desmandos, falcatruas e mazelas cometidas pelo antecessor que exigiram um exaustivo trabalho de saneamento financeiro, ético e moral da administração municipal, trabalho extremamente dificultado pelo estado de insolvência em que se encontrava o governo estadual.

Mesmo sem conseguir formalizar nenhum convênio com o governo estadual durante oito anos, Max Filho realizou uma administração que deu novo rumo a Vila Velha. Porém, diante dos retrocessos registrados entre 2009 e 2015, ele se viu obrigado a interromper o mandato de deputado federal que exercia em Brasília, para retornar à missão de recolocar o município no rumo do desenvolvimento sustentável, lançando as bases e obtendo os recursos para torná-lo mais do que isto um local capaz de atrair investimentos e se tornar uma cidade inteligente, moderna, capaz de proporcionar qualidade de vida aos moradores.

Agora estamos novamente diante de uma nova encruzilhada às vésperas de uma eleição onde Max Filho (foto) volta a enfrentar as forças do retrocesso. Depois de conseguiu viabilizar no último dia de 2019 o primeiro empréstimo internacional do município de Vila Velha junto ao banco Fonplata no valor de US$ 27 milhões (com juros e prazo de carência bastante generosos), firmar parcerias com os governos federal e estadual para a realização de dezenas de obras, sobretudo para conter e solucionar o problema dos alagamentos, e bater o martelo no leilão realizado em agosto último na Bolsa de São Paulo para a formalização da PPP (Parceria Pública Privada) que irá dotar Vila Velha dentro de um ano de 35 mil pontos de iluminação em LED dotadas de redes de WiFi, a exemplo do que ocorreu em 2017 com a iluminação monumental do Convento da Penha implantada pela atual administração, não é possível que o município volte a andar para trás.

Por causa disso, os cidadãos de bem do município estão empenhados e mobilizados em torno da continuidade da atual gestão, conclamando os eleitores a não permitirem aventuras ou novos retrocessos em nossa história.