Cuba e seus ditadores - Vitória News
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Opinião Pública
Cuba e seus ditadores
Marcelo Rossoni
Falam da ditadura cubana, mas conhecem apenas um lado da história ou não lhes convêm falar sobre o lado oposto. Há até os mal informados que dizem “eu li muitos livros de pessoas que fugiram do regime de Fidel Castro e contam horrores”. É possível.

Fidel Castro levou muitas pessoas ao paredão de fuzilamento e tirar a vida de alguém não tem justificativa, seja lá qual for o crime cometido: cadeira elétrica, injeção letal, enforcamento e fuzilamento são atos de punição para homicidas e até desafetos políticos, sejam eles defensores de bandeiras de quaisquer cores.

Cuba ficou mais miserável quando os Estados Unidos lhe impuseram bloqueios econômico, naval, aéreo e cultural, além de produzir muitas histórias difamatórias e tramar inúmeras vezes contra a vida de Fidel, conforme noticiado amplamente.

Antes de 1959, o país tinha uma relação promíscua com estadunidenses endinheirados: era o prostíbulo preferido e servia de abrigo para mafiosos, que lá se reuniam para fazer seus negócios.

Um filme famoso mostra “sutilmente” o envolvimento de mafiosos com a ilha. O Poderoso Chefão III, filme norte-americano produzido em 1972, dirigido pelo laureado Francis Ford Coppola, baseado no livro homônimo escrito por Mario Gianluigi Puzo, um ítalo-americano nascido em 1920, em Manhattan, New York, tem uma cena em Cuba, mostrando reunião entre mafiosos, uma empresa de telefonia e empresários da área de comércio de frutas.

Na ocasião, o ditador Fulgêncio Batista foi presenteado com um telefone de outro maciço. Na mesma noite ele fugiu para os Estados Unidos.

Os EUA sempre foram um porto seguro para refúgio de ditadores defenestrados de seus países, como, por exemplo, Fulgêncio Batista. Ditador que antecedeu Fidel Castro, Fulgêncio, inicialmente subiu ao poder como parte da "Revolta dos Sargentos", que derrubou o regime autoritário de Gerardo Machado no ano de 1933.

Seu primeiro ato foi nomear-se chefe das forças armadas, com a patente de coronel; efetivamente controlou cinco presidentes cubanos. Em 1940, foi eleito presidente de Cuba.

Fulgêncio Batista instalou a Constituição de Cuba de 1940, considerada progressista para a época e consolidou o seu poder concentrando todas as nomeações para cargos públicos. Terminado o mandato, Batista viveu nos Estados Unidos, retornando para concorrer à presidência em 1952. Percebendo sua derrota eleitoral, liderou um golpe militar.

Voltando ao poder, Fulgêncio suspendeu a Constituição e revogou a maioria das liberdades políticas, incluindo o direito à greve, e restabeleceu a pena de morte. Outorgou para si mesmo um salário anual maior que o do presidente dos Estados Unidos, passando de 26.400 dólares para 144 mil dólares, enquanto o presidente dos EUA recebia 100 mil dólares. No dia 27 de março de 1952, os Estados Unidos reconheceram oficialmente o regime de Batista.

Fulgêncio Batista presidiu um país com a economia estagnada que aumentava o fosso entre os cubanos ricos e pobres. Com um governo acusado de corrupção e repressivo, Batista começou a lucrar de forma sistemática a partir da exploração comercial de interesses em Cuba, através da negociação de relações lucrativas com a máfia americana, envolvendo drogas, jogos de azar, empresas de prostituição em Havana, e grandes multinacionais sediadas nos EUA.

Com o beneplácito americano, ele estabeleceu a censura aos meios de comunicação, ao mesmo tempo, utilizando o seu Bureau de Repressão de Atividades Comunistas para levar a cabo em larga escala a violência, tortura e execuções públicas. A ele foi atribuído o assassinado de 2.000 pessoas. Até o ano 1959, o governo de Batista recebeu apoio financeiro, militar e logístico dos Estados Unidos.

A resistência ao regime crescia, com a prática de panfletagem e atentados praticados pelos seguidores de Fidel Castro. Para cada bomba que explodia em Cuba, os militares tiravam dois presos da cela e os executavam de maneira sumária. Em apenas uma noite, em Marianao, bairro de Havana, foram encontrados os corpos de 98 presos foram espalhados pelas ruas, crivados de balas.

O regime de Batista foi derrubado em 1959 por um ataque de forças rebeldes comandadas por Fidel Castro, Che Guevara e Raúl Castro. A data oficial da chegada de Fidel e seus comandados ao poder é 1º de janeiro de 1959.

A partir desta data a história é outra, dependendo de quem a conta.